1948- Procurando atrair as atenções para as lactações completas, desviando a preocupação pelas médias diárias, foi instituído o “Balde de Ouro”, como troféu de posse provisória destinado à vaca que alcançasse maior volume de leite em 365 dias e a primeira entrega ocorreu em 1949. Em 1950, por oferta da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa “ABCBRH”, instituiu-se o prêmio “Batedeira de Ouro” destinado à maior produção de gordura em igual período.
A primeira revisão do regulamento do SCL, absorvendo experiência ganha em trabalho ocorreu em 1951, com a participação dos seguintes criadores e técnicos: Dario Freire Meirelles, Paulo Mibielli de Carvalho, Carlos A. W. Auerbach, João Batista Lara, Arnaldo de Camargo, Fidélis Alves Netto, João de Morais Barro e Bernardo G. Monteiro.
Uma segunda revisão se fez necessária em 1957, quando os mínimos para ingresso no LM estavam ficando muito fáceis e havia necessidade de novas medidas e nova evolução. A comissão encarregada da revisão era composta por  João de Moraes Barros, Dario Freire Meirelles, Paulo Mibielli de Carvalho, Antônio Caio da Silva Ramos, Arnaldo de Camargo e Fidélis Alves Netto. Em dezembro desse mesmo ano, enfatizando a Categoria de Longevidade, recém organizada, foram instituídos dois novos troféus denominados “Vaca de Ouro” e criada uma medalha de ouro para toda vaca que superasse a marca de 50 toneladas de leite.
O serviço de Controle Leiteiro viveu momento de grande satisfação quando viu recomendado seu regulamento e sua organização para todo Brasil, como um primeiro passo para unificação de todos os serviços de controle; isso aconteceu por recomendação do II Encontro da Associação de Registro Genealógico das Raças Leiteiras e iniciativa da ABCBRH, em maio de 1959. Nesse mesmo ano, foram feitos os primeiros estudos para realização dos testes de progênie em caráter regular, utilizando os elementos colhidos pelo SCL.  Nessa época, sentia-se a necessidade de    conhecer também as medias de produção das diferentes raças, bem como contar com os fatores de conversão baseados nas médias registradas no Brasil, para orientar e possibilitar a realização dos testes.
O SCL foi dirigido pelo Dr. Fidélis Alves Netto desde sua instituição até julho de 1960 e de dezembro de 68 até final de 1969. Hoje, o Serviço de Controle Leiteiro está sob a responsabilidade do Superintendente de Registro da “ABCBRH” Pedro G. Ribas Neto, e pelo chefe do SRG/SCL, Altamir Marques.
SERVIÇO DE CONTROLE LEITEIRO - SCL
 
Como surgiu o SCL
 
Uma antiga aspiração dos fundadores da Associação Paulista de Criadores de Bovinos era a organização de um serviço de controle leiteiro. Arnaldo de Camargo, membro da diretoria da época, deu os primeiros passos nesse sentido quando, em fins de 1942, solicitou ao medico veterinário, Fidelis Alves Netto para estudar um plano de controle leiteiro.
A semente encontrou terreno fértil e em meados de 1943 o plano estava pronto. Mas, diante do vulto de despesas que acarretaria a APCB, a diretoria resolveu aguardar para iniciar a tarefa. Autorizado por Arnaldo de Camargo, Fidelis A. Netto apresentou o estudo no II Congresso Brasileiro de Veterinária, realizado em setembro de 1943, em Belo Horizonte, MG. Recebido como uma grande contribuição para o assunto, foi classificada, na ocasião, como um dos melhores trabalhos apresentados no congresso. Estando aprovado o projeto, passou-se à execução dos trabalhados preparatórios do material campo e impressões.
O primeiro controle foi feito no Colégio Adventista Brasileiro, em 5 de fevereiro de 1945, quando foram controladas três vacas, sendo o primeiro controlador, exatamente, o organizador do serviço, o Dr. Fidélis Alves Netto. A seguir, outros rebanhos começaram a ter suas vacas controladas, como as da Vila Brandina (Laffayete A. S. Camargo), Granja Santa Cândida (Caio Pinto Guimarães), Joaquim de Barros Alcântara, Orlando de Barros Pereira, Carlos A. W. Auerbach. José Teófolio Fleury da Silveira, Granja Irohy, João de Morais Barros e muitos outros.
O Serviço de Controle Leiteiro teve um começo tímido, lento, sendo bem recebido por alguns criadores e com muita reserva pela grande maioria. O que foi bom, pois deu tempo para preparassem e elaborassem as normas de trabalho sem tumulto próprio das grandes realizações envolvendo muita gente de uma só vez. Em meados de 1969, o número de criadores individuais com rebanhos inscritos no SCL se aproxima de 300 e somando aos componentes de cooperativas de criadores chega a 500.
No inicio, o SCL era simplesmente um serviço destinado a controlar as produções das vacas, atestando os volumes de leite produzidos e seu conteúdo de gordura. Porém, logo verificou-se que suas funções eram bem mais amplas: cabia-lhe estimular as boas produções e orientar os criadores nos rumos a seguir. E foram surgindo as perguntas: o que fazer com os resultados? Como interpreta-los? Quais os melhores? A historia traz as respostas que não demoraram a chegar.
1947- A APCB cuidou da organização do "Livro de Mérito", sendo instituído em agosto do mesmo ano. Em sua primeira fase, o LM era bem diferente do atual, pois previa mínimos para 305 a 365 dias; incluía exigências de produção de leite e de gordura e estabelecia diferenças entre vacas PO e mestiças.
 

SERVIÇO DE CONTROLE LEITEIRO OFICIAL DA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE BOVINOS DA RAÇA HOLANDESA
Como surgiu o SCL
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